A aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC 9) pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo representa um golpe profundo na estrutura científica paulista. Ao desqualificar profissionais altamente capacitados e comprometer o financiamento de instituições como a FAPESP, os deputados estaduais não apenas colocam em xeque o futuro da pesquisa, mas também flertam com uma perigosa ideologia negacionista que ignora evidências, saberes e conquistas acumuladas ao longo de décadas.
Um retrocesso institucional
- A proposta, que pode reduzir em até 30% o orçamento da FAPESP, foi criticada por especialistas e parlamentares como temerária e irresponsável
- A medida ameaça a autonomia das universidades públicas e institutos de pesquisa, pilares do desenvolvimento científico e tecnológico do estado
Desqualificação profissional e apagamento do saber
Ao atacar diretamente a estrutura de financiamento e valorização dos pesquisadores, o PLC 9 promove:
- Precarização das carreiras científicas, desestimulando novos talentos.
- Desmonte da produção de conhecimento, criando um vácuo institucional que compromete a inovação.
- Desrespeito à ciência como ferramenta de progresso, substituindo-a por discursos ideológicos que negam evidências.
Ideologia negacionista institucionalizada
A tentativa de esvaziar o papel da ciência na formulação de políticas públicas e no desenvolvimento social é sintomática de uma agenda negacionista, que busca:
- Reduzir o papel da ciência a um acessório descartável.
- Imprimir uma lógica medieval, onde o saber é subordinado à conveniência política.
- Silenciar vozes críticas e independentes que atuam com base em dados, evidências e ética.
Reações e resistência
- A deputada Beth Sahão (PT) lançou um abaixo-assinado e protocolou uma emenda à LDO 2025 para tentar barrar o corte de verbas.
- A ADunicamp promoveu seminários sobre negacionismo científico e ataques à pesquisa, alertando para os riscos à autonomia universitária.
Essa medida não é apenas um erro administrativo — é um atentado contra o futuro. A ciência paulista, reconhecida internacionalmente, merece respeito, investimento e liberdade. Jogá-la na “lata do lixo” é condenar o estado à irrelevância intelectual e ao obscurantismo.
Lamentável retrocesso na Alesp
Com 48 votos favoráveis, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o PLC 9/2025, projeto que desmonta a carreira dos pesquisadores científicos e ameaça a ciência pública paulista.
A aprovação só foi possível porque dois deputados — Thiago Auricchio e Sebastião Santos — mudaram seus votos sob pressão da base governista.
Eles se juntam aos outros 46 parlamentares inimigos da ciência que escolheram o lado do desmonte, não da ciência.
A APqC não vai se calar. Vamos buscar na Justiça todos os meios possíveis para reverter essa injustiça e defender os pesquisadores e os institutos públicos de pesquisa do Estado de São Paulo.
A aprovação só foi possível porque dois deputados — Thiago Auricchio e Sebastião Santos — mudaram seus votos sob pressão da base governista.
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